quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

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Estrela, não é para postar. estou apenas testando...

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

COMO VOTAR


Período de votação: 10/09/2007 a 26/09/2007


Serão utilizadas três modalidades de votação (carta, internet e urna). Ao utilizar uma das três modalidades de votação, o eleitor ficará impedido de usar qualquer outra. Para evitar a duplicidade de votação, quem votar por carta não conseguirá acessar a Internet ou votar em urna, pois estará automaticamente desabilitado, da mesma forma, quem votar pela Internet não poderá votar em urna e vice-versa.
Em qualquer das três modalidades o eleitor deverá escolher e marcar, no local indicado, ao lado do nome de seus candidatos na cédula. Qualquer outro sinal poderá tornar nulo o voto.
A cédula dos participantes tem cor diferente da dos assistidos.Os assistidos votam em até dois nomes para o Conselho Deliberativo e em um nome para o Conselho Fiscal.
Os participantes votam em um único nome para o Conselho Deliberativo e em um nome para o Conselho Fiscal.As instruções para votação serão encaminhadas para o endereço de todos os eleitores.

Cid Jorge Haui

Propostas:

Afirmo que:

(1) O resgate do plano de previdência complementar é viável com o aproveitamento dos chamados 2/3, que estão se esvaindo; 50% do superávit da CENTRUS (parcela que corresponde ao patrocinador); contribuição patronal paritária e a CPSS.

(2) Hoje, há impedimentos legais a serem removidos, como a Emenda Constitucional nº. 41. A principal atitude é a de rejeitar, como o fez o PODER JUDICIÁRIO, a idéia do abominável FUNDÃO. A questão se resolve no LEGISLATIVO e é lá que temos trabalhado.

(3) Os empréstimos pessoais e os financiamentos imobiliários só se tornarão possíveis com o resgate da CENTRUS para o RJU.Defendo:

(1) A implementação do plano de Contribuição Definida, que é interessante, apenas como plano suplementar e não como substituto do plano de previdência complementar.

(2) O resgate do passivo da CENTRUS, que inclui a devolução do imposto de renda, bi-tributado quando da devolução da fração patrimonial e a revisão dos valores repassados pela PREVI, quando da transposição para RJU.

(3) A continuação dos estudos por parte do Grupo de Trabalho, objetivando oferecer alternativas viáveis para um grande grupo de mutuários, para os quais as novas regras relativas à repactuação dos financiamentos imobiliários foram inócuas, inclusive quanto aos contratos com a PREVI.

(4) Audiências públicas e assembléias, com a participação de assistidos, participantes e patrocinador.

A MALDIÇÃO DO BERÇO ESPLENDIDO


Mas afinal, conselheiros são para dar ou seguir conselhos? Onde estava a sua voz que não se fez ouvir nas decisões erradas?

Desculpe-me Fialkoski, mas somente boas intenções não bastam. Se pensarmos na história, a Centrus vem perdendo afiliados e sua identidade de fundação. Estariam, nestes sete anos, as suas bandeiras guardadas?

Os escribas e fariseus eram os que mais entendiam das leis e nem por isso o resultado tenha sido bom. Acredito, também, que deviam ser pessoas cheias de boa intenção.
Mas a vida requer um movimento vitalizante e as coisas uma contínua manutenção sob pena de advir na sua falta, a morte, a obsolescência ou o ostracismo.

Isto pode ser a maldição de nosso hino. Cada vez que cantam todo o povo dorme para que os erros continuem movidos pela inércia e ninguém para por freio.
Questões clamam ainda por resposta e a sensação que se tem é de um grande trabalho ainda por ser feito, um enorme trabalho acumulado em todos estes anos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Questão de Valmir Lauro Ferraz

Em "comentários" você pode visualizar as respostas à questão formulada pelo Valmir.

Gostaria de perguntar ao Fialkoski e demais candidatos, qual é a possibilidade de a Centrus vir a acolher o pessoal que entrou no Bacen após 1996?

Valmir Lauro Ferraz

CENTRUS - OPÇÃO PARA TODOS


No mundo globalizado, crises financeiras aparentemente localizadas num determinado país podem rapidamente espalhar-se para o mercado internacional, afetando o rendimento de variada gama de aplicações financeiras.
Nesse contexto, a quebra e os vultosos prejuízos de diversos fundos de investimento, muitos deles administrados por instituições financeiras com tradição no mercado, evidenciam a necessidade da gestão de recursos de terceiros pautar-se pelo profissionalismo e pelas práticas de boa governança.
Essa conclusão, sem dúvida, também se aplica a CENTRUS. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar – Abrapp -, os fundos de pensão brasileiros acumulavam R$395 bilhões em ativos, no mês de maio, o que corresponde à cerca de 18% do PIB.

Nos EUA, em comparação, os ativos dos fundos de pensão chegam a 100% do PIB. Isto demonstra a grande importância dos fundos de pensão para a economia como um todo, e também o seu grande potencial de crescimento no Brasil nos próximos anos.

Nesse contexto, a reativação da CENTRUS, como alternativa viável de complementação previdenciária, é de especial importância para nós, servidores do Banco Central do Brasil. Por outro lado, o recente terremoto nos mercados financeiros internacionais evidencia a necessidade imperiosa da gestão da CENTRUS, cujas aplicações financeiras atualmente ultrapassam R$8 bilhões, ser pautada pelo profissionalismo, conhecimento técnico e práticas de boa governança.

Atividades tais como definição da política de investimento de longo prazo, com determinação da alocação ótima entre as diversas classes de ativos e do nível de risco apropriado diante do passivo, institucionalização crescente do processo decisório, implantação de sistemas de gerenciamento de aplicações, de administração e de controle de risco adequados, devem ser prioridades para a administração, a fim de que a carteira de investimentos possa cumprir com seus objetivos e atravessar satisfatoriamente os solavancos do mercado financeiro.
Durante os 11 anos em que participei da definição do processo de investimento das reservas internacionais brasileiras, tive a oportunidade de participar da implementação desses conceitos na gestão das divisas do País. Mais ainda, observei inúmeros casos no mercado internacional nos quais a negligência desses conceitos conduziu ao desastre financeiro.

Acredito que essa experiência será de grande valia para a CENTRUS.

A crise no mercado imobiliário nos EUA conhecido como Sub-Prime, em curso desde o início do ano, intensificou-se recentemente. O Sub-Prime abrange o segmento do crédito imobiliário dedicado a tomadores de crédito com histórico ruim.
Apesar da especificidade desse nicho, o tamanho do mercado impressiona: o volume total de títulos lastreados por esse tipo de crédito é de cerca de USD 1,3 trilhões, correspondendo a aproximadamente 15% do mercado imobiliário norte-americano.
O mercado de títulos do tesouro norte-americano, a título de comparação, gira em torno de USD 4,4 trilhões.
Na origem da crise encontra-se a expressiva valorização do preço dos imóveis nos EUA nos últimos 10 anos, sustentada pela elevada liquidez global. Não é objetivo desse texto discorrer sobre os fatores que contribuíram para a abundante liquidez global, mas alguns merecem ser mencionados, tais como: taxas de juros reais historicamente baixas nas principais economias do mundo; elevado déficit em conta corrente nos EUA; e os modelos econômicos seguidos pelas economias do sudeste asiático, cujo foco exportador em detrimento do consumo, num contexto de câmbio fixo, gera excesso de poupança.
Essa conjuntura internacional "encharcada" de liquidez exerceu ao longo dos últimos anos pressão altista sobre o preço de inúmeros ativos financeiros. O rendimento das aplicações em geral, como conseqüência, diminuiu, em meio a um ambiente de redução de volatilidade.

A manutenção da rentabilidade das carteiras de investimento, nesse contexto, passou a depender cada vez mais do aumento da exposição ao risco, quer seja através da compra de ativos de perfil de crédito mais arriscado – como é o caso dos títulos sub-prime – ou da alavancagem – operação em que, além do seu capital próprio, o investidor aplica recursos captados por empréstimos garantidos pela própria aplicação (no caso, os títulos sub-prime).

Como a lei da gravidade é uma máxima para aplicações financeiras, a implosão da bolha especulativa no mercado imobiliário acabou com a festa: com a perda do valor do colateral (as próprias moradias) o preço dos títulos sub-prime despencaram, deixando de cobrir o valor dos empréstimos tomados pelos fundos alavancados para sua aquisição.
Quem emprestou dinheiro a esses fundos, passou a exigir garantias adicionais. As garantias extras requisitadas podem ser oferecidas em ativos financeiros, ou mesmo em espécie – no processo de recomposição das garantias, ativos financeiros em outros mercados ou países são liquidados, dando início ao processo de contaminação dos mercados em escala global.

Nesse processo traumático de ajuste a uma nova realidade, mesmo instituições tradicionais encontram-se no "olho do furacão": o Bear Stearns, instituição fundada há 83 anos, reconhece que o valor de dois de seus fundos de investimento, com capital de cerca de USD 1,5 bilhões, e aplicações superiores a USD 20 bilhões, "virou pó"; a legendária Goldman Sachs anuncia que aportará USD 3 bilhões num de seus maiores fundos, afetado pela volatilidade dos mercados; o IKB, tradicional instituição da Alemanha destinada ao financiamento de pequenas e médias empresas no setor industrial daquele país, 3 bilhões, para Îrecebe pacote de auxílio de bancos alemães em valor superior a cobrir perdas decorrentes de aplicações no segmento "sub-prime" dos EUA; o banco francês BNP Paribas é obrigado a suspender os resgates em três fundos de investimento, por conta de prejuízos também no sub-prime e da dificuldade na precificação dos ativos.
Os principais Bancos Centrais, para evitar o colapso do crédito, assumem o papel clássico de "emprestador de última 94 bi no sistema bancário, para Îinstância": o Banco Central Europeu injeta evitar uma crise de liquidez, o Federal Reserve, USD 24 bilhões.

Toda essa turbulência, portanto, demonstra que a clareza e transparência da política de investimento, a robustez nos controles de risco e as práticas de boa governança, quando negligenciadas, podem comprometer irremediavelmente a solidez dos investimentos.

Renato Jansson Rosek
Candidato ao Conselho Deliberativo

PAULO DE TARSO GALARÇA CALOVI


Homologada nossa candidatura a uma vaga, destinada aos participantes, no Conselho Deliberativo da CENTRUS já podemos nos apresentar aos colegas e falar de nossas propostas, caso venhamos a ser merecedores da sua confiança.
TRANSPARÊNCIA – Julgamos de fundamental importância que os participantes da CENTRUS saibam o que ocorre em nossa Fundação e como votam seus representantes. Nesse sentido, pretendemos divulgar, previamente, a todos participantes, a pauta das reuniões do Conselho e após sua realização, informar as deliberações do colegiado e como votamos em cada assunto tratado.
MANUTENÇÃO E REATIVAÇÃO DA CENTRUS PARA TODOS – Pretendemos lutar pelo retorno a CENTRUS, mediante opção individual, de todos os servidores do BACEN, regidos pelo RJU, ativos e inativos. Seguramente a batalha mais difícil que iremos enfrentar face às restrições governamentais e aos dispositivos da Emenda Constitucional 41. Para que se tenha uma idéia das dificuldades que enfrentamos para o retorno a condição de assistidos pela CENTRUS faz-se necessário uma emenda a nossa constituição. O projeto do Executivo regulamentando a EC 41 (Fundão) ainda não foi remetido ao Congresso, por isso entendemos, embora as remotas possibilidades de sucesso, que vale a pena lutar, notadamente, por existirem outras entidades em situação similar a nossa.
PREVIDÊNCIA SUPLEMENTAR – Diante das dificuldades de nosso retorno a condição de assistidos pela CENTRUS, é necessário que lutemos pela implementação imediata, pela CENTRUS, de um plano de previdência suplementar, na modalidade de contribuição definida, como previsto no art. 14, parágrafo 3, inciso IV, da Lei 9650/98. Tal plano abrigaria não só os atuais participantes da CENTRUS, mas também todos aqueles que ingressaram no BACEN após nossa transposição para o RJU. Como vantagem em relação aos demais planos do mercado podemos citar: segurança e profissionalismo na gestão do plano, baixo taxa de administração, rentabilidade integral para os participantes e assento no Conselho Deliberativo.
MAIS BENEFÍCIOS PARA TODOS –Desde que sejam observados os critérios atuariais e de rentabilidade não há impedimentos para que nossa fundação retome a concessão de financiamento imobiliário e empréstimo pessoal aos participantes não assistidos. Quanto ao empréstimo pessoal vale registrar que o funcionalismo está à mercê da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil que, tendo uma espécie de reserva de mercado, nos cobram taxas superiores às praticadas para outros órgãos na modalidade de empréstimo consignado. Além disso, a CENTRUS teria a mesma garantia da Caixa e do Banco do Brasil, pois as prestações seriam cobradas mediante consignação em folha de pagamento. São estas as linhas gerais da nossa campanha e podemos assegurar a nossos colegas que não nos faltará coragem, vontade de luta e determinação na defesa dos interesses de todos participantes da CENTRUS. Esperamos contar com seu voto.

PAULO DE TARSO GALARÇA CALOVI

WILSON EMILIO DA SILVA


Nome: Wilson Emílio da SilvaEndereço: SQN-105 Bloco "K" Apto. 204 – Asa Norte; Brasília-DFCEP: 70734-110Data de nascimento: 22/09/53Estado civil: casadoNaturalidade: Itajaí – SCFORMAÇÃO ACADÊMICA:Graduação: Engenharia Elétrica – Universidade Federal de Santa Maria – UFSM – Santa Maria – RS.

Período: 1976 a 1980Graduação: Direito – UFSM e UFAL (Universidade Federal de Alagoas) – curso interrompido após cursados 4 semestres (24 disciplinas vencidas). Período:1982 a 1983 Pós-Graduação: Contabilidade e Auditoria – Convênio Bacen/UNB – Universidade de Brasília.

Período: 2001 a 2002.Posse no Bacen: 1992, na Debra/Refis (Proagro)Unidades em que trabalhou após o curso de formação – FortebDecam – 1992 a 1994Dedip – 1994 a 2002Deafi – 2002 (Março/abril)Depla – desde 2002, onde ajudou a desenvolver e implantar o Sistema de Custos e Informações Gerenciais – SCIG, no qual trabalha até hoje.

Principais Propostas

1 – Na condição de representante, assumo o compromisso de receber demandas/sugestões dos participantes e após breve análise juntamente com o interessado quanto a viabilidade técnica e jurídica de seu pleito, submeter à apreciação do conselho com o empenho necessário para sua aprovação;
2 – Contribuir para a maior transparência das ações da Fundação, mediante a máxima divulgação de seus feitos e planos. No portal da Centrus já há muita divulgação de suas ações, mas entendo que o conselheiro dos participantes pode divulgar mais dados via mensagens eletrônicas, utilizando principalmente nossas redes informais;
3 – Gestões para implementação de novos planos de previdência que possam contemplar os atuais participantes e os novos servidores do Banco. Ainda que não possamos contar com o patrocínio do Bacen, acredito que a Centrus poderia abrir planos de previdência complementar para os atuais participantes e os novos servidores do Banco, o que evitaria que nosso salário de aposentadoria dependesse única e exclusivamente do humor do governo de plantão;
4 – Zelar para que sempre sejam observadas as melhores práticas na aplicação dos recursos, conforme estabelece a Resolução Nº 13, de 01/10/2004, do Conselho de Gestão da Previdência Complementar – CGPC; e
5 – Reativação dos financiamentos e empréstimos para os participantes. A exemplo do que foi feito recentemente com a repactuação dos financiamentos imobiliários, entendo que a Centrus deva conceder financiamentos e empréstimos aos participantes cobrando a menor taxa de juros possível (apenas o mínimo necessário para cumprir a meta atuarial).
Coloco-me a disposição dos interessados para o esclarecimento de qualquer proposta ou responder a questionamentos diversos, por email ou por telefone. 061- 3414 – 2824

Wilson Emílio da Silva

VICENTE FIALKOSKI


CENTRUS – Opção para Todos: Vicente Fialkoski – Candidato à reeleição.

Sou candidato a membro do Conselho Deliberativo da Fundação Banco Central de Previdência Privada, na vaga dos participantes, entendendo que minha missão ainda não se encerrou e como a legislação permite a reeleição, trago meu nome, novamente, ao corpo de participantes da Centrus. Nesse período à frente da Fundação, que vem desde agosto de 2000, muito se fez. Os números não deixam dúvidas. De um déficit no Plano de Benefícios da ordem de R$178 milhões, passamos para um superávit de R$3,5 bilhões. Mudamos a tábua atuarial. Saímos da AT49 e fomos para a AT2000, a mais conservadora de todas, dando uma sobrevida a massa de beneficiários em mais 5 anos, que é o aumento no número de prestação do carnê, digamos assim. Reduzimos a contribuição de 15% para 5,0% e agora com estudos para zerá-la. Essas mudanças fizeram com que fossem consumidos recursos da ordem de R$500 milhões, já deduzidos, no passado, do superávit. Recentemente tivemos uma solução bem razoável na questão do financiamento imobiliário, que beneficia a maioria dos 2.400 mutuários.Não ficamos parados. De abril de 2003 a maio de 2005, cursei o MBA em Previdência e Gestão de Fundos de Pensão, na FGV – Núcleo Brasília, tendo como tema de trabalho final a monografia de um estudo de caso sobre a Centrus, podendo ser acessado o trabalho no site: www.reativacentrus.com.br (logon: Usuário: reativa; Senha: centrus), onde fica claro a viabilidade econômica, financeira e jurídica de retornarmos a nossa Centrus. Não nos esqueçamos que é uma fundação de direito privado e é, sem sombra de dúvidas, o NOSSO GRANDE PATRIMÔNIO SOCIAL DA COMUNIDADE BACENIANA.
Não faz sentido o Bacen contribuir para a CPSS com 22% (nós com 11%), isso desde a edição da Lei 10.887/2004, representando R$50 milhões a mais por ano, para um saco sem fundo que é o Tesouro Nacional. Isso em 35 anos é R$1,750 bilhão a mais. Se voltarmos para a Centrus a contribuição é 1 por 1.No ano passado houve ingressos de recursos, referentes a CPSS, na ordem de R$7 bilhões e pagou-se, aos aposentados e pensionistas do Regime Próprio, cerca de R$44 bilhões. Atualmente são 1.450.000 de beneficiários.
É o grande déficit do governo.Os 2/3 que ficaram na Centrus vem pagando o aposentado do RJU, os aposentados de 1991 para cá, Em Dezembro de 1998, quando começou o repasse ao Bacen, o saldo da verba dos 2/3 era da ordem de R$1,477 bilhão. Hoje é de R$1,9 bilhão, sendo que já foram repassados, em valores nominais algo em torno de R$2,5 bilhões. Atualmente o repasse mensal gira em torno de R$38 milhões, para cobrir benefícios de 3.400 aposentados, 300 pensionistas.O patrimônio da Centrus é de R$9,1 bilhão.
A rentabilidade nos últimos 12 meses é de 29,13%.A grande brecha que temos é agora na regulamentação final da Emenda Constitucional 41/2003, que diz respeito aos novos fundos de pensão do servidor público. Com um fundo vigoroso no nosso quintal, temos que convencer o governo a nos entregar a previdência dos servidores do Bacen para nós cuidarmos, recambiando do Tesouro Nacional, o que foi, por todo esse período (nov/96 para cá) de CPSS, para a Centrus, corrigido pela SELIC que dá um montante em torno de R$2,6 bilhões.
Na vala comum, é que não tem sentido ficarmos. Sou Conselheiro Deliberativo da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão – ANAPAR – na Assembléia realizada em março deste ano em São Paulo, aprovou-se um item, dentro do plano de ação para o ano de 2007, a reativação dos fundos de pensão enquadrados no RJU. O Projeto de Lei do Fundão, a chamada Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) e que deve sair ainda este ano.Como podem perceber, temos muito, a caminhar, a enfrentar.Trago abaixo, um texto de Floriano José Martins (Diretor de Institutos da ANAPAR www.anapar.com.br/) que retrata os desafios a serem enfrentados pelos servidores públicos na questão da Previdência.
Um forte abraço.Até a vitória.Vicente Fialkoski

RENATO JANSSON

Experiência no BCB: 1992/94: atuação na apuração de ilícitos cambiais; 1995-2006: Chefe de Mesa, Chefe de Divisão e Chefe Adjunto do Depin, responsável pela sala de operações; desde 2006: Gerente-executivo na Gerência Executiva de Relacionamento com Investidores.

Colegas, como prometido em meu texto inicial, veiculado em 9/8 nas três redes com o título "Centrus- Opção para Todos: Por que me Candidatei", segue o detalhamento dos quatro pontos de minha proposta:

1-) CENTRUS - Opção para Todos: resgate da Centrus como alternativa viável de complementação para a aposentadoria dos servidores do Banco Central do Brasil.

O "fundão" é uma ameaça real, assim como futuras reformas previdenciárias que prejudiquem ainda mais nossa aposentadoria; as perspectivas para a Regulamentação da Emenda Complementar 41 ainda são nebulosas.

Há grande resistência no Legislativo e Judiciário em relação à existência de um único fundo de previdência para os 3 poderes, ou seja, tudo indica que as discussões serão intensas no Congresso, sendo provável a ocorrência de uma janela de oportunidade para a plena reativação da Centrus, com retomada das contribuições do Banco Central.

Dentre as alternativas que poderiam ser implementadas, está a utilização das contribuições patronais não devolvidas por ocasião de nosso ingresso no RJU (2/3), que poderiam reverter a um plano de contribuição definida.

A idéia de um único fundo sem possibilidade de acompanhamento mais próximo pelos participantes - com grande probabilidade de prevalência dos critérios políticos em detrimento dos critérios técnicos na aplicação dos recursos - prenuncia que o "Fundão" apresentará grande fragilidade nos aspectos de governança corporativa e de eficiência no processo de investimento.

O resultado provavelmente será uma performance de investimento insatisfatória, o que significa que, mesmo sem as contribuições patronais, a complementação de aposentadoria pela Centrus pode ser uma alternativa melhor, nesse contexto, pretendo lutar para a implementação imediata do Plano de Contribuição Definida, previsto desde a Lei 9650/98, que regulamentou nossa transposição ao RJU.

2-) Reativação dos benefícios (financiamento imobiliário e empréstimo pessoal), para o pessoal do RJU. Acredito que possamos implementar alternativas que sejam interessantes para os servidores, e que também satisfaçam as necessidades atuariais/financeiras da CENTRUS.

Apesar da recente turbulência financeira, com a consolidação da estabilidade econômica, nos próximos anos, são boas as perspectivas de continuidade da trajetória de queda dos juros nominais e reais, com alongamento de prazos para os financiamentos. Os financiamentos imobiliários, se bem estruturados, podem ser um ótimo negócio tanto para a Fundação, como para os participantes.

O mesmo se aplica aos Empréstimos Pessoais.

3-) Fortalecimento da Governança Corporativa e do Processo de Investimento da CENTRUS.( aproveitando a experiência e conhecimento acumulados em 11 anos de Depin, como responsável pela área de operações, e na Gerência de Relacionamento com Investidores (Gerin))

As decisões sobre a Política de Investimento e sobre Aplicações devem ser norteadas por princípios eminentemente técnicos. Nesse sentido, minha experiência anterior credencia-me a contribuir nas discussões e deliberações sobre a escolha das classes de ativos e percentual de alocação de recursos entre elas que otimize o rendimento, no longo prazo, da carteira de aplicações da CENTRUS.

Também pretendo lutar para o aperfeiçoamento do processo de investimento, pela implantação de controles adequados e observância dos princípios da boa governança corporativa na gestão de recursos pela CENTRUS.

4-) Relação transparente com os servidores e suas entidades representativas.

É essencial que o representante eleito pelos participantes tenha uma noção clara sobre a natureza de seu mandato. A ação do conselheiro eleito deve se pautar pelo foco no interesse dos participantes, respeitados os limites da legalidade.
Pretendo manter os servidores informados sobre a pauta das reuniões do Conselho e sobre suas deliberações, assim como a forma em que o representante eleito votou nas questões de interesse ao funcionalismo.

Farei esforços também para que, na área exclusiva para os participantes , no site da fundação, seja viabilizado um canal de contato permanente de comunicação entre os Conselheiros e os participantes.

Grande abraço,

Renato Jansson Rosek